terça-feira, 4 de outubro de 2011

Quer fazer um voluntário feliz? Sorria =D

No último sábado tive o prazer de participar do TEDx Vale dos Vinhedos, evento que aconteceu no hotel Vila Michelon em Bento Gonçalves na serra gaúcha. Quinze palestrantes das mais diversas áreas expuseram em no máximo 18 minutos sobre o tema Futuros Possíveis – e o que eles estavam contribuindo para torná-los realidade.

Mas o que me motivou a escrever esse texto foi que novamente tive o prazer de trabalhar como voluntário em um TEDx – em novembro de 2010 foi no TEDx Porto Alegre. Eu e mais nove voluntários subimos a serra no sábado cedinho para ajudar o pessoal no cadastramento, a organizar o público no auditório e outras funções bem burocráticas. A minha, em especial, era de guardião da porta: depois que uma das palestras começava ninguém entrava mais, para não atrapalhar a filmagem nem a atenção e/ou visão do público presente.

Muita gente não entende qual era a razão de ficar do lado de fora e não poder ver nenhuma palestra, afinal, a grande moral do evento é se emocionar com as histórias dos palestrantes. Mas para quem entende o seu papel, a emoção é a mesma. Voluntariamente, a gente aceita trabalhar num evento TED pelo propósito do próprio movimento: espalhar boas ideias. E, para espalhá-las, existe toda uma estrutura muito maior por trás, dando esse suporte.


Foto: Adriano do Canto

Sempre me perguntam porque eu participo do evento – e ainda mais de graça. Acreditar no TED é quer conhecer e saber que tem gente boa por ai, é dar nossa cara à prova e muitas vezes sermos surpreendidos que nós somos os únicos culpados de estarmos como estamos. É clichê, eu sei, mas o TED fala justamente do que a gente já não se sensibiliza mais e mostra que elas não desapareceram só porque paramos de falar.

Mas não era só isso que me fazia cuidar da porta e perder dois terços das palestras. Era proporcionar que outras quase 200 pessoas pudessem ouvir essas histórias, se emocionar e compartilhá-las. E eu ganhava quando, com o final de cada bloco, quando abria a porta, podia ver o riso fácil no rosto de quem, como eu, encontra esperança que a gente acha que tá esquecida na gente. Por isso, para fazer um voluntário do TED feliz, basta sorrir.

A gente ainda pode ver as palestras on-line, mas têm experiências que a internet ainda não conseguiu superar se vivenciadas no off-line.

Um comentário:

Radiokaos disse...

Eu saí de lá com essa sensação. Não assisti a nenhuma palestra, embora tenha fotografado todas! Mas senti o chamado "espírito do TED" no ar frio da serra e nas carinhas de cada um de nós, os voluntários. Tu, o soberano leão de chácara da porta, peitou a difícil missão de dizer às pessoas que elas não deviam entrar para aprender sobre "futuros possíveis" e ensiná-las a chegar no horário. E tu acabou conhecendo a ira de alguns, indiferentes a tua indisfarçável comoção ao ter de cumprir aquela dura tarefa.
O TEDxValedosVinhedos está entranhado em mim, bem como o que aprendi trabalhando ao lado de cada um ali nessa foto, fora aqueles que ainda estavam a trabalho, lá embaixo! Não sei quanto tempo isso dura e eu quero mais é que não acabe mesmo; mas aquele sábado mágico foi, pra mim, muito além do que puderam testemunhar seus 200 assistentes. Foi o "cansaço recompensador" de uma das experiências mais apaixonantes que já vivi! Valeu ela parceria, cara! Todos vocês foram incríveis e estão guardados no meu coração. E eu não vi as palestras, repito. E ainda assim o TED sempre mexe com a gente! Abraço!